É uma terça-feira de manhã quando sento com uma menininha chamada Thalita, que mora em Mipindiaú no Rio Negro. LAK_9090 (2) - Talita Santiago Bastos
    Enquanto ela se sentava diante de nós, eu já sabia que tinha alguma coisa diferente nela. Ela tinha uma confiança e uma seriedade não muito comuns para uma menina de 8 anos. Além de falar muito bem – fazendo uso de palavras maiores e ao compartilhar pensamentos maduros.
    Por que eu escrevo sobre ela? Por conta de algumas coisas que aconteceram durante nossa conversa. Prontos?
    Como líderes dessa organização, estamos sempre em oração para que Deus nos lidere e nos mostre no que ele quer nos envolvamos e como podemos investir nossos recursos para o crescimento do reino. Em alguns minutos com a Thalita, nossas oração pareciam ter sido respondidas.
    Perguntei tantas coisas sobre ela e sua família, e de alguma forma, ela conversava como se já nos conhecessemos a algum tempo. Eu fiquei fascinada por sua história e pelas coisas que seu coração carregava.
(Antes de ir a diante, devo lembrar a você que estou escrevendo sobre uma menina que mora a 12 horas de barco de Manaus, em uma comunidade sem eletricidade, sem água encanada, e com o nível de escolaridade até 5o. ano)
    Quando perguntei a Thalita o que ela gostaria de aprender, mas que não tinha acesso para aprendizado na comunidade dela, ela nos disse que gostaria de aprender como fazer o trabalho de sua mãe para tirar um pouco do peso de seus ombros. Ela disse: ” minha mãe trabalha demais. Ela fica muito cansada e cheia de dor. Se eu pudesse fazer parte do trabalho dela, acho que ela ficaria melhor.”
    Avançei com a entrevista e perguntei a ela sobre suas orações. Estávamos curiosos para saber o que ela desejava nas suas conversas com Deus. “Eu oro  pelo meu pai, para que ele vá para o céu com a gente. Ele é cristão, mas não tem ido pra igreja mais. Eu também oro pelas crianças na África – para que eles tenham o que comer e vestir.”
    A essa altura do campeonato, eu estava curiosa para saber como ela tinha informação sobre o que está acontecendo na África. Descobri que um pastor veio a sua igreja pregar e mostrou diversos vídeos e fotos de comunidades na Africa e Thalita se sentiu responsável em orar por pessoas que, supostamente, tinham menos do que ela.
Ainda sobre suas orações, ela continuou: “Eu também tenho orado por uma escola. Quando chove parece que a nossa escola vai cair com a gente dentro.”
     E lá estávamos lá, passando uma semana inteira e milhares de reais para encontrarmos a Thalita onde o seu coração estava em oração. Obecendo a Deus ao tomarmos conta dos seus filhos.
    Próxima pergunta surge e era sobre Jesus. Quem é Jesus para você Thalita? – eu perguntei. “Jesus é meu salvador” – ela respondeu, “Ele é a pessoa que eu mais confio neste mundo.”
Aquela menininha disse essas palavras com tanto compromisso e certeza. Que amigo fiel nós temos em Jesus!
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Minha oração naquele dia foi que Jesus se mantivesse fiel e que nós estivéssesmo sempre sensíveis a sua voz para que pessoas como Thalita tenham sua fé fortalecida pela ação do Deus que as ouve.

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